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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Estudo indica que fumar acelera processo de envelhecimento do cérebro

Pesquisadores da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, analisaram dados de ressonâncias magnéticas de 504 homens e mulheres de uma idade média de 73 anos, metade dos quais eram fumantes ou ex-fumantes
 
Fumar acelera o processo de envelhecimento do cérebro e pode piorar a capacidade para tomar decisões e resolver problemas, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (data local) na revista “Molecular Psychiatry”.
 
Pesquisadores da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, analisaram dados de ressonâncias magnéticas de 504 homens e mulheres de uma idade média de 73 anos, metade dos quais eram fumantes ou ex-fumantes.
 
A análise desses exames mostra como a crosta cerebral dos fumantes perdeu parte de sua grossura a um ritmo maior que naquelas pessoas que evitaram o tabaco durante toda sua vida.
 
A área danificada é uma região do cérebro ligada a funções básicas da mente humana como a memória, a atenção, a linguagem e a consciência.
 
O estudo sugere que deixar de fumar poderia permitir à crosta cerebral recuperar parte de seu tamanho original, apesar de serem necessários “mais estudos para comprovar”, advertiu Ian Deary, autor principal da pesquisa.
 
Os participantes do estudo que tinham deixado de fumar antes apresentavam uma crosta cerebral mais grossa que aqueles que tinham abandonado o hábito há pouco tempo ou que continuavam fumando, o que sugere que o córtex pode se regenerar.
 
A pesquisa faz parte de um projeto britânico mais amplo para investigar o cérebro denominado “The Disconnected Mind”.
 
“Todos sabemos que o tabaco é prejudicial para os pulmões e o coração, mas é importante que entendamos que também danifica o cérebro”, assinalou o chefe cientista do projeto, James Goodwin.
 
“Deixar de fumar é o melhor modo de reduzir o risco de dano cerebral, demência e outras doenças.
 
Este estudo traz esperanças de que abandonar o tabaco, inclusive na meia idade, apresenta grandes benefícios ao cérebro”, concluiu Goodwin.
 
EFE Saúde

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