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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Pesquisa: 77% dos enfermeiros de SP já sofreram violência

Outro estudo aponta também que 17% dos médicos sofreram algum ataque. Pacientes, familiares e colegas promovem agressões físicas e psicológicas

Mais de três em cada quatro profissionais de enfermagem do estado de São Paulo relatam já ter sofrido algum tipo de violência durante o trabalho, segundo uma sondagem realizada pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP). O levantamento aponta que 77% dos 4.293 profissionais ouvidos foram vítimas de agressões físicas ou psicológicas.

Já entre os médicos do estado, 17% afirmam ter sido vítima de violência, de acordo com uma pesquisa do Datafolha encomendada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) que ouviu 617 médicos.

Os conselhos de regionais de enfermagem e de medicina de São Paulo divulgaram os dados dos levantamentos nesta quarta-feira (9).

Profissionais de enfermagem
A violência psicológica foi a mais citada pelos profissionais de enfermagem (área que inclui enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem). Dos que afirmam ter sido vítimas de violência, 81,54% mencionaram a agressão psicológica, 23,77% a violência física e 10,68% o assédio sexual. Os entrevistados podiam indicar mais de um tipo de agressão sofrida.
Os pacientes são os principais agressores: 53,54% disseram ser vítimas de pacientes, 46,49% citam os familiares de pacientes, 40,22% citam a chefia e 25,16% os colegas de trabalho.

Muitos não denunciam as agressões à polícia (87,51%) e a percepção geral é a de que as denúncias não são bem-sucedidas (95,32% têm essa opinião).

Médicos
Dentro da parcela de 17% dos médicos que contam já ter sido agredidos, 84% citam agressão verbal, 80% agressão psicológica e 20% agressão física. O grupo que mais frequentemente comete essas agressões são os pacientes, segundo os profissionais entrevistados, seguidos de familiares e acompanhantes. Ao todo, 60% dos casos de violência ocorrem durante a consulta.

A percepção dos profissionais é que esses episódios ocorrem com mais frequência no Sistema Único de Saúde (SUS): 85% têm essa opinião.

Os médicos relatam que 39% dos casos de violência decorrem do comportamento do paciente, muitas vezes insatisfeitos com a qualidade do atendimento na saúde pública. Há casos também de pacientes que exigem exames, procedimentos e atestados. Segundo os próprios médicos, apenas 5% dos casos de violência decorrem do comportamento dos médicos, quando eles não atendem como deveriam ou erram o diagnóstico.

População
Além de entrevistar os médicos, o Datafolha também fez 807 entrevistas com a população geral sobre a violência contra os médicos. Segundo as pessoas ouvidas, 41% credita os episódios de violência contra médicos a questões relativas ao atendimento: demora para ser atendido, poucos médicos para atender muitas pessoas, consultas rápidas e superficiais. 19% citam a postura dos médicos como causa para as agressões: médicos que são insensíveis, fazem pouco caso ou "não olham na cara" dos pacientes.

G1

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