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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Ruivos têm maior risco de desenvolver forma grave de câncer de pele

Pesquisa revela que a mesma mutação genética responsável pelo cabelo vermelho também promove uma via causadora da doença
 
Pesquisadores da Harvard Medical School, nos EUA, descobriram que a ruivos são mais propensos a desenvolver uma forma grave do câncer de pele.
 
O estudo demonstra que a mesma mutação responsável pela cor avermelhada do cabelo também promove uma importante via causadora da doença.
 
A pesquisa revela que a descoberta da alteração no gene receptor de melanocortina-1 (MC1R) ajuda a explicar os mecanismos moleculares subjacentes ao risco de pessoas ruivas para desenvolver melanoma, proporcionando novas perspectivas para o tratamento e prevenção deste tipo perigoso de câncer de pele.
 
"Nesse estudo, nós demonstramos que a mutação MC1R-RHC promove a via de sinalização PI3K/Akt, quando um indivíduo de cabelos vermelhos é exposto à radiação UV", explica o coautor sênior Wenyi Wei.
 
PI3K/Akt é um caminho conhecido por causar câncer que tem sido implicado no câncer de mama, de ovário e de pulmão.
 
Trabalhos anteriores demonstraram que MC1R desempenha um papel fundamental na proteção de melanócitos de danos no DNA induzidos por UV. No presente estudo, a equipe quis entender como isso acontecia.
 
A equipe embarcou em uma série de experimentos tanto em culturas de células quanto em modelos de ratos. As experiências mostraram que, em circunstâncias normais, MC1R se liga a PTEN, gene supressor de tumor. PTEN age para proteger contra o câncer, sem PTEN, no entanto, o resultado final é uma maior sinalização na via P13K/Akt causadora de câncer.
 
A equipe então passou a demonstrar que mutações em MC1R-RHC encontradas em pessoas de cabelos vermelhos não tinham esse mecanismo de proteção. "Como resultado, após a exposição UV, vimos um aumento na destruição de PTEN em células de pigmento mutantes", afirma Wei.
 
A equipe verificou ainda que, nestas mesmas células de pigmento com MC1R-RHC, a atividade elevada de PI3K/Akt aumentou a proliferação celular e foi sincronizada com outra mutação causadora do câncer no gene BRAF.
 
Segundo os pesquisadores, a expressão da mutação no gene BRAF em melanócitos de camundongos portadores da mutação em MC1R levou a uma alta incidência de melanomas invasivos.
 
"Nossos resultados fornecem um possível mecanismo molecular que explica porque as pessoas de cabelos vermelhos que abrigam mutações em MC1R são muito mais suscetíveis a danos na pele induzidos por UV do que os indivíduos com pele mais escura", concluem os pesquisadores.
 
A equipe acredita que estes novos dados sugerem que os inibidores de drogas que visam a via de sinalização PI3K/Akt poderiam ser utilizados em combinação com Vemurafenibe, droga que tem como alvo a proteína oncogênica BRAF, para tratar pacientes com melanoma que têm tanto variantes BRAF quanto MC1R.
 
isaude.net

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