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sábado, 26 de julho de 2014

Mulheres triatletas correm risco de desenvolver distúrbios do assoalho pélvico

Entre as possíveis complicações está a incontinência urinária 

Washington - Um novo estudo de pesquisadores do Sistema de Saúde da Universidade Loyola (LUHS) trouxe um alerta para as mulheres triatletas: elas correm risco de apresentar distúrbios do assoalho pélvico, diminuição da energia, irregularidades menstruais e densidade óssea anormal. Esses dados foram apresentados no Encontro Científico da Sociedade Uroginecológica Americana, em Washington, DC.
 
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Foto: Rusell Cheyne / Reuters  - Uma em cada quatro entrevistadas tinham um componente da tríade da mulher atleta (osteoporose, distúrbios menstruais e transtornos alimentares)

O estudo constatou que uma em cada três triatletas sofre de algum distúrbio do assoalho pélvico, como incontinência urinária, incontinência intestinal e prolapso de órgãos pélvicos. Já uma em cada quatro tinha um componente da tríade da mulher atleta, uma condição caracterizada por diminuição da energia, irregularidades menstruais e densidade óssea anormal decorrente de exercícios excessivos e alimentação inadequada.

- Há um aumento na popularidade dos esportes de alto impacto, como triátlon, mas pouco se sabe até agora sobre o estado da saúde pélvica e alguns outros problemas associados com o treinamento e os exercícios de resistência - afirma o investigador do estudo e fisiatra Colleen Fitzgerald.

Um total de 311 mulheres na faixa etária média de 35-44 foram entrevistadas para o estudo. Essas mulheres estavam participando de grupos de triatletas, e a maioria (82%) estava treinando para um triátlon no momento da pesquisa. Em média, as respondentes corriam 3,7 dias por semana, pedalavam 2,9 dias por semana e nadavam 2,4 dias por semana.

Daquelas que relataram sintomas do transtorno do assoalho pélvico, 16% tinham incontinência urinária de urgência, 37,4% tinham incontinência urinária de esforço, 28% tinham incontinência intestinal e 5% tinham prolapso de órgãos pélvicos, caracterizado pelo desequilíbrio de forças e alterações nas estruturas que mantém os órgãos situados normalmente. Os sintomas do distúrbio não foram associados com a quilometragem e a intensidade do treino. A triagem foi positiva para transtornos alimentares em 22% das mulheres, já 24% tinham irregularidades menstruais, e 29% demonstraram força óssea anormal.

O uroginecologista e responsável pelo estudo, Johnny Yi, explicou que, apesar de ambos os transtornos do assoalho pélvico e da tríade da mulher atleta serem predominantes ligados ao sexo feminino, eles são ignorados. "Os médicos devem estar cientes de como essas condições são comuns nesse grupo de atletas e tratar as pacientes adequadamente para evitar consequências para a saúde a longo prazo", afirmou.

O Globo

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