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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Fique atento aos efeitos nocivos do barulho em sua vida

Muitos de nós já fomos incomodados pelo barulho de festas ou corte de grama do vizinho

Acontece que viver em um local barulhento – particularmente atormentado por trem ou aviões – é mais do que irritante. Estudos indicam que o excesso pode fazer muito mal à saúde.

O barulho e a saúde
A poluição sonora ocorre quando há qualquer quantidade excessiva de ruído ou um som desagradável provoca interrupção temporária no equilíbrio natural. Essa definição é geralmente aplicável a sons ou ruídos que não são naturais.

O nosso ambiente é de tal forma que se tornou difícil escapar do ruído. Mesmo aparelhos elétricos em casa têm um zumbido constante e, de um modo geral, a falta de planejamento urbano aumenta a exposição a sons indesejados.

Ruídos em casa, trabalho ou escola muitas vezes perturbam a concentração das pessoas. Só que o ruído não causa apenas problemas de saúde como a deficiência auditiva. Acredita-se que ele também perturbe atividades e comunicação, causando irritação.

Em alguns casos, essa irritação pode levar a doenças, segundo um estudo publicado na International Archives of Occupational and Environmental Health. A resposta ao ruído depende de características do som, incluindo intensidade, frequência, complexidade, duração e significado do ruído.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a exposição desprotegida a níveis superiores a 100 dB de som deve ser limitada no tempo de quatro horas e à frequência de quatro vezes ao ano.

Problemas de saúde relacionados ao barulho
O número combinado de exposição a ruído ocupacional, recreativo e ambiental constitui uma ameaça grave para a saúde pública que vai muito além de danos à audição, de acordo com uma equipe internacional de pesquisadores, que incluiu peritos da Universidade da Pensilvânia.

Publicado no The Lancet, o estudo analisou as últimas pesquisas sobre impacto do ruído em uma matriz de indicadores de saúde: perda auditiva, doença cardiovascular, desempenho cognitivo, saúde mental e distúrbios do sono.

A partir daí, tiraram algumas conclusões para informar a comunidade médica e o público leigo sobre a carga dos efeitos auditivos e não-auditivos do ruído.

Geralmente os altos níveis de ruído causam perda de audição, mas a pesquisa indica que também pode haver efeitos não-auditivos. Segundo os especialistas, os efeitos da exposição a ruído ambiental e social são subestimados porque afetam o sistema cardiovascular.

As consequências são maiores: índices de hipertensão, doenças isquêmicas do coração e acidente vascular cerebral.

Por outro lado, um relatório da OMS indica que os reflexos na saúde são capazes de levar a deficiência social, redução da produtividade, diminuição do desempenho na aprendizagem, absenteísmo no trabalho e escola, e aumento do uso de drogas e acidentes.

Estudos revelam ainda que para as crianças que crescem expostas ao excesso de barulho, a situação pode ser ainda mais grave – e não apenas em razão de problemas de aprendizagem. Essa é a conclusão de uma pesquisa conduzida por psicólogos ambientais da Universidade de Cornell.

O levantamento foi publicado na revista Environment and Behavior, e analisou o impacto do ruído constante de aviões a jato em crianças que vivem em áreas sob as rotas de voo de um aeroporto.

Segundo os pesquisadores, esse som é tão prejudicial que pode causar aumento da pressão arterial e dos níveis de estresse nos pequenos, desencadeando outros potenciais efeitos que terão ramificações ao longo de suas vidas.

Doutíssima

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