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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Importância da arquitetura na resposta hospitalar a catástrofes

A urgência e emergência coletiva é um problema externo que tem levado os hospitais aos caos. Acidentes de trânsito ou deslizamento de terras, seja qual for a catástrofe, a unidade hospitalar precisa obrigatoriamente acolher e cuidar de todos indivíduos e para isso é preciso se preparar e criar um plano de desastre.

Pra falar sobre isso, Luiz Maurício Plotkowski, especialista em medicina de desastres e catástrofes, resolveu se apresentar no V Congresso ABDEH sem discutir o problema de arquitetura, mas como cliente dos arquitetos. “No papel de médico, o que eu preciso para tentar desenvolver uma melhor atividade durante esse tipo de evento?”

Normalmente os hospitais são treinados para atender uma urgência individual. Isso muda completamente a rotina do corpo clínico, independente de ser origem externa ou interna, que neste último caso pode ser ocasionada por diversos fatores, entre eles o tecnológico, segundo Plotkowski.

Para o especialista, a inadequação entre os recursos existentes e os necessários para fazer frente a um evento súbito tem que ser pensada. “Tem que ter isso previamente organizado e montado no projeto de planejamento. É essencial”, reforça.

A resposta hospitalar a desastres externos no ponto de vista de Plotkowski é:
  • desorganização inicial das pessoas que estão no local;
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  • estupor, ansiedade que pode ser seguida de pânico;
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  • múltiplos intervenientes;
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  • evacuação selvagem.

Hoje essa realidade se deve ao despreparo não só do corpo clínico, mas da desinformação do mundo externo. De acordo com o especialista, o hospital descobre o acidente primeiro pela mídia, seguido da chegada dos pacientes sem aviso prévio, telefonemas da população e comunicação das organizações de socorro.

“Está claro que o hospital, no seu projeto, precisa ter capacidade de mudar seu nível de comunicação; a central telefônica vai engarrafar, precisa de um nível maior de capacidade para responder esse aumento de comunicação”, diz.

Além disso, Plotkowski sugere uma alteração da estrutura física, com adição de um local pré-estabelecido para coordenar internamente o hospital e se comunicar com tudo que acontece fora da unidade. Entre outros, estão: logística de comunicação, informática, telefonia, sala anexa para apoio operacional técnico, recepção separada para urgência, familiares, autoridades e imprensa.

“Preciso criar esses espaços. São áreas novas para receber um grande número de pessoas ao mesmo tempo. Inclui-se abrir uma nova entrada, sendo uma para urgência e outra para catástrofe”, considera.

Fonte SaudeWeb

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