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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Consulta de rotina: quais alimentos estão hoje na lista dos envenenados e proibidos?

Thinkstock
Carambola deve ser evitada por pacientes com problemas renais
O jornalista Lucas Mendes lista os alimentos proibidos para qualquer tipo de rim
 
A carambola é uma surpresa para mim.
 
Quando era garoto subia no pé e comia carambola enquanto via a tia do amigo tomando banho. Fruta maravilhosa. Agora aparece como veneno para quem tem qualquer fragilidade renal. Nos Estados Unidos, ela se chama star fruit e vem da China.
 
Há a lista básica de "venenos", proibidos para qualquer tipo de rim: pipoca de micro-ondas, margarina em cubos, tomate em lata, molho de salada engarrafado, todas as barras de energia e maçãs não orgânicas. Ameaças da cabeça aos pés.
 
Sobre alimentos, venenos, bactérias, arqueobactérias, fungos, micróbios, vírus, algumas novidades surpreendentes estão no livro do Dr. Martin Blaise, o 'homem micróbio', diretor do Programa do Microbioma Humano da New York University.
 
Ele estuda um universo de trilhões de microrganismos que vivem dentro de nós e representam 90% das nossas células, quase dois quilos de bichinhos.
 
Missing Microbes, ou Micróbios Desaparecidos, é o título do livro que examina porque, nos últimos 70 anos, aumentaram doenças como asma, alergias, diabetes, obesidade, colites ulcerosas e a doença de Crohn. Os suspeitos são duas grandes conquistas do século 20: os antibióticos e as cesarianas.
 
Os efeitos negativos dos abusos de antibióticos já estão há um bom tempo na mira da ciência e da imprensa. MRSA (a sigla inglesa para Staphylococcus Aureus Resistente à Meticilina) é uma doença infecciosa provocada por uma bactéria resistente a qualquer antibiótico e mata 19 mil americanos por ano, mais do que a Aids. Há uma nova tuberculose não menos resistente a antibióticos.
 
No laboratório, o Dr. Blaise alimentou ratos com comida gordurosa. Engordaram. Acrescentaram antibióticos e os ratos ficaram obesos. Ele concluiu que o antibiótico potencializa o efeito da gordura.
 
Os efeitos da cesariana são menos conhecidos. Blaise conta que o momento decisivo na vida do bebê é quando as membranas se rompem, a bolsa de água estoura e o bebê começa a sair numa viagem única, intensa, dramática.
 
Nela, o bebê é exposto às primeiras bactérias do mundo, as da mãe, que estão no canal de saída. Durante o trabalho de parto, os bebês se banham e engolem o 'suco' de micróbios vaginais da mãe, um poderoso esterilizante.
 
O médico cita quatro estudos comparativos de bebês que nasceram de partos normais e através de cesarianas. Foram feitos em Boston, Londres, Canadá e Brasil. Bebês que nasceram em partos convencionais têm o microbioma das mães e são mais sadios. É impossível identificar os microbiomas dos cesarianos, mas eles são mais frágeis.
 
Maria Gloria Rodrigues e Robin Knight hoje pesquisam três tipos de bebês. Os de partos naturais, os cesarianos e os cesarianos que receberem uma colher do 'suco' vaginal. Os resultados vão sair no próximo mês.
 
Dr. Blaise, homem avesso aos abusos dos antibióticos, vê futuro nos probióticos, centenas de produtos que vão reforçar nossos exércitos de bons micróbios, bactérias, fungos, etc..., mas desconfia dos que estão hoje nas prateleiras, porque não há nenhum tipo de controle. É só uma questão de tempo.
 
Um dia alguém produzirá 'sucos' vaginais milagrosos, sob medida, com os micróbios das mamães.
 
BBC Brasil / R7

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