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terça-feira, 12 de junho de 2012

Superbactéria de gonorreia se espalha pela Europa

As cepas de uma superbactéria de gonorreia foram responsáveis por quase um em cada dez casos da doença sexualmente transmissível em 2010, mais do que o dobro da taxa do ano anterior, disseram autoridades sanitárias nesta segunda-feira (11). 
 
As cepas resistentes a drogas também estão se espalhando pelo continente, advertiram as autoridades. Elas foram encontradas em 17 países europeus em 2010, sete a mais do que no ano anterior. 

A gonorreia foi a segunda DST (doença sexualmente transmissível) mais comum na Europa em 2010, com mais de 32 mil infecções, indicaram dados do ECDC (Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças, na sigla em inglês), com sede em Estocolmo. 

Embora a clamídia seja a DST mais registrada, com mais de 345 mil casos, o diretor do ECDC ressaltou que a gonorreia apresenta uma "situação crítica". 

Marc Sprenger afirmou que o aumento dos casos de cepas de superbactérias indica que há o risco de a gonorreia se tornar uma doença sem tratamento no futuro próximo. 

A proporção de casos de gonorreia com resistência ao antibiótico recomendado para tratar a doença, a cefixima, subiu de 4% em 2009 para 9% em 2010. 

O relatório do ECDC segue-se à advertência da OMS (Organização Mundial da Saúde) de que as formas intratáveis da gonorreia resistente a drogas estão se disseminando pelo mundo. 

A gonorreia é uma infecção bacteriana que, se deixada sem tratamento, pode provocar doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica, morte fetal, infecções oculares graves em bebês e infertilidade em homens e mulheres. 

Ela é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns do mundo e é mais prevalente no sul e sudeste asiático e na Ásia Subsaariana. 

Apenas nos Estados Unidos estima-se que o número de casos por ano seja de cerca de 700 mil, de acordo com o CDC (Centro para Controle e Prevenção de Doenças). 

O surgimento da gonorreia resistente a drogas é causado pelo acesso não regulamentado e pelo uso excessivo de antibióticos, que ajuda a alimentar mutações genéticas da bactéria. 

"Especialistas em saúde pública e médicos devem estar cientes da situação crítica atual e ficar vigilantes para fracassos do tratamento", disse Sprenger em um comunicado. 

Os especialistas afirmam que a melhor maneira de reduzir o risco de desenvolver uma resistência ainda maior --além da necessidade urgente de desenvolver drogas novas --é diagnosticar a doença de forma precisa e rápida e tratá-la com combinações de dois ou mais tipos de antibióticos ao mesmo tempo. 

Fonte Folhaonline

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