
Um estudo da Universidade Nacional da Austrália, conduzida por Jodie Burchell, sugere que as pessoas mais próximas de você são as que mais podem deixá-lo magoado, mas com o tempo é mais fácil perdoar alguém íntimo (como cônjuges) do que algum amigo.
O estudo de Burchel tentou mostrar como a proximidade de uma relação com alguém que o ofendeu pode predizer como um indivíduo vai se assimilar aqueles sentimentos.
“O estudo mostrou que não interessa a intensidade do envento, as pessoas se sentem mais impactadas quando uma ofensa é feita por alguém próximo”, diz Burchell. “Entretanto, com o tempo, um indivíduo pode esquecer mais facilmente as ofensas de alguém que é bastante íntimo, como um parceiro em uma relação romântica, do que relacionamentos moderadamente íntimos, como os amigos”, completa.
Maior intimidade cria mais vulnerabilidades
A pesquisa é a primeira a questionar simultaneamente como as pessoas se sentiram após ficarem magoadas com parceiros íntimos, amigos e colegas. O estudo foi feito a partir da leitura de várias situações com ofensas que variavam entre moderadas e intensas e da possível reação dos participantes em cada um dos cenários.
“No total de respostas foi possível observar que a proximidade da vítima com quem a ofendia influenciava o nível de mágoa inflingida. Caso a ofensa fosse feita por um parceiro, o fato de querer ou não continuar um relacionamento à longo prazo influenciava as respostas sobre se seria possível perdoar ou não. No caso dos amigos as respostas giraram em torno do fato de ser quase impossível retomar a confiança e continuar uma amizade com a mesma qualidade após estes inflingirem atos que pudessem magoar”, observa a pesquisadora.
“O nível de intimidade mais intenso pode tanto criar mais vulnerabilidades, como facilita lidar com os sentimentos sobre o evento após um tempo”, completa Burchell. Talvez os resultados reflitam o que se sabe há muito tempo: amizade é uma escolha, e deixá-la de lado também pode ser uma opção. Amigos nem sempre são para sempre.
Fonte O que eu tenho
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