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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Esportes aquáticos podem diminuir sintomas da psoríase

Esportes aquáticos podem diminuir sintomas da psoríase  Ralf Tooten/Divulgação
Foto: Ralf Tooten / Divulgação
Práticas aquáticas exercem função terapêutica de relaxamento
 e o sol reduz a inflamação da pele
Com os devidos cuidados, paciente pode desfrutar do sol, do mar e ainda ajudar no tratamento
 
Engana-se quem acredita que a psoríase é agravada durante o verão. O sol na medida certa, exercícios ao ar livre e alimentação menos calórica podem contribuir positivamente no cuidado da doença. Além disso, atividades ao ar livre, no mar ou piscina, podem ser recomendadas por especialistas.
 
Segundo a dermatologista Cacilda da Silva Souza, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), as práticas aquáticas favorecem o bem-estar do paciente com psoríase e é possível usufruir do verão com os cuidados necessários levando-se em consideração a gravidade da doença.
 
— A estação permite frequentar praias e piscinas, e as atividades físicas aquáticas podem auxiliar na manutenção do peso e na redução do estresse e dos outros fatores de risco trazidos pela psoríase. Além disso, o sol traz benefício direto, uma vez que reduz a inflamação da pele — explica Cacilda. O estilo de vida saudável é um dos fatores para que o paciente possa conviver bem com a enfermidade.
 
— Outro benefício das práticas aquáticas é o de exercer função terapêutica, de relaxamento. Em geral há uma relação dos quadros menos graves com a prática de exercícios — acrescenta a médica.
 
É sabido que a doença piora com alguns fatores como o estresse e a atividade física na água pode ajudar a relaxar. A especialista afirma que normalmente não há restrição na realização desses exercícios, principalmente nos quadros mais leves. Um dos cuidados importantes é sempre manter a pele hidratada. Piscinas com cloro podem provocar um ressecamento maior que as salinizadas ou com ozônio.
 
Já os quadros moderado e grave da doença inspiram mais cuidados. Para estas pessoas, a piscina pode facilitar a entrada de bactérias e ainda provocar mais ressecamento.
 
— Se a pessoa já possui fissuras na pele pode estar mais suscetível a infecções e, se a doença não estiver sob controle, pode haver piora nos sintomas, como aumento de coceira — afirma Cacilda. O dermatologista pode avaliar e orientar o paciente sobre como aproveitar de forma segura os benefícios que o verão pode proporcionar.
 
Mas é importante lembrar que a estação também pode ser um período difícil ao portador da doença, que precisa lidar com o preconceito maior no verão.
 
— Expor a pele pode ser constrangedor. Em alguns casos o paciente evita as atividades sociais e, muitas vezes, acaba se isolando. Manter as tarefas de rotina e praticar exercícios físicos são fundamentais para ajudar a relaxar, cultivando a saúde e o bem-estar — diz a especialista. Ela alerta para a conscientização da população de que se trata de uma doença não contagiosa, que apesar de não ter cura, pode ser controlada.
 
Zero Hora

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