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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Conheça oito componentes da Dieta do Mediterrâneo e seus benefícios

Estudos indicam que receita pode reduzir chance de câncer e doenças cardíacas
 
A Dieta do Mediterrâneo reflete os hábitos alimentares típicos da Grécia, Itália, Espanha, África, entre outras regiões banhados pelo mar mediterrâneo. É composta basicamente por vegetais, legumes, tomate, alho, frutas frescas e secas, cereais integrais, nozes e sementes, vinho, queijo branco, iogurte e muito azeite de oliva. Carne vermelha dá lugar aos peixes de água profunda e gelada, como salmão e atum, e produtos industrializados e doces são deixados de lado.
 
Segundo o nutricionista e fisiologista Ricardo Zanuto, a base da pirâmide é atividade física e muita água.
 
— A população mediterrânea originalmente mantinha a atividade física regular, o que já proporciona aumento da longevidade e melhoria da saúde em geral. Cerca de 30 minutos de caminhada por dia é o suficiente para alcançar os benefícios desse estilo de vida — orienta Zanuto.
 
Segundo ele, vários estudos mostram que a adoção da Dieta do Mediterrâneo é capaz de reduzir a chance de alguns tipos de câncer em até 30% e diminui em 33% o risco de doenças cardíacas. Ela foi, inclusive, considerada pela Unesco — Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura como patrimônio cultural imaterial da humanidade.
 
Qualquer pessoa pode e deve seguir a dieta. O alerta é apenas para as calorias. Para emagrecer, é fundamental ter orientação de um nutricionista para calcular o gasto calórico diário corretamente para gerar déficit. É aconselhável fracionar a alimentação em seis refeições diárias, com média de 1200 calorias (para mulheres) e 1800 (para homens) por dia.
 
Oito componentes da dieta e seus benefícios:
1. Frutas e hortaliças: por conter grande quantidade de fibras e antioxidantes, como vitaminas E e C.
 
2. Cereais: são essencialmente fornecedores de energia para o organismo. Os integrais também têm vitaminas B e E, selênio e fibras.
 
3. Leguminosas: são fontes de fibras e proteínas vegetais.
 
4. Oleaginosas: por possuírem ácidos graxos mono e poliinsaturados, as oleaginosas reduzem a chance de a pessoa desenvolver colesterol alto.
 
5. Peixes: são ricos em ácidos graxos ômega 3, atuando contra o aparecimento de diversas doenças.
 
6. Iogurtes: o cálcio contribui para a prevenção da osteoporose e os lactobacilos beneficiam a flora intestinal.
 
7. Vinho tinto: possui alta quantidade de flavonoides (antioxidantes). O vinho tinto evita a formação de placas de gorduras na parte interna dos vasos sanguíneos e, por consequência, diminui o risco de desenvolver doenças cardiovasculares.
 
8. Azeite de oliva: é rico em fenóis (antioxidantes) e em ácido graxo monoinsaturado, sendo que o último atua no aumento da taxa do colesterol "bom" (HDL), favorecendo o coração. O ideal é consumi-lo diariamente para temperar a salada, regar um peixe ou até mesmo pode ser colocado no pão.
 
Fonte Zero Hora

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