
Joaquim Esperancinha, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (que compreende os hospitais de Abrantes, Torres Novas e Tomar), reconhece ao CM o problema e justifica o atraso na marcação dos exames com a escassez de especialistas. "Temos um número muito grande de doentes e só temos dois gastrenterologistas a tempo inteiro [35 horas por semana] e um clínico a meio tempo, que só podem fazer consultas e exames nos casos mais urgentes". O responsável sublinha que é "humanamente impossível" os clínicos atenderem mais doentes. A limitação de recursos já levou a administração a pedir aos centros de saúde para "verem as prioridades e só encaminharem para o hospital casos verdadeiramente urgentes". Joaquim Esperancinha aguarda pela abertura de concurso para o preenchimento de uma ou mais vagas para o serviço de gastrenterologia, depois de o Ministério da Saúde ter anunciado para Setembro a abertura de um concurso, a nível nacional, com 700 vagas para os médicos que terminam a especialização.
A falta de gastrenterologistas no CHMT já mereceu uma pergunta do deputado João Semedo, do Bloco de Esquerda, ao Ministério da Saúde. Ao CM, João Semedo considerou "gravíssimo" que o centro hospitalar tenha uma lista de espera de mais de seis meses para fazer uma colonoscopia. "É um exame médico essencial no estudo da doença e que pode ter consequências graves se o cancro não for detectado a tempo", disse o deputado.
Fonte Correio da Manhã
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