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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Descoberto gene que intervém nos cânceres de ovário mais agressivos

No experimento, especialistas bloquearam o gene nas células tumorais resistentes ao tratamento - BBC
BBC   No experimento, especialistas bloquearam o gene
 nas células tumorais resistentes ao tratamento
De acordo com os pesquisadores, novidade científica pode ser utilizada para prever se as pacientes responderão adequadamente ao tratamento de quimioterapia
 
Cientistas de uma universidade britânica identificaram um gene que intervém em tumores de ovário muito agressivos e que poderia ser utilizado para prever se as pacientes responderão adequadamente à quimioterapia.
 
A descoberta, publicada no último número da revista médica "British Journal of Cancer", é fruto do trabalho de um grupo de pesquisadores da Universidade de Dundee (Escócia) liderados pela doutora Gillian Smith.
 
Os pesquisadores descobriram que esse gene, chamado FGF1, se encontra em grandes quantidades nas células tumorais de pacientes resistentes aos tratamentos com quimioterapia combinada com platina.
 
A equipe de Gillian considera que seria possível analisar os níveis deste gene para determinar se uma mulher responderá adequadamente a esses fármacos, antes de adminsitrá-los.
 
Em seu estudo, os pesquisadores analisaram uma grande variedade de genes que pareciam intervir no câncer de ovário de 187 pacientes e descobriram que o FGF1 desempenhava o papel principal na hora de determinar a evolução do tumor.
 
Os cientistas descobriram também que a atividade desse gene aumenta ainda mais quando as células do tumor se tornam resistentes à quimioterapia.
 
Em seu experimento, os especialistas bloquearam o gene nas células tumorais resistentes ao tratamento, que alcançaram vencer para torná-las sensíveis de novo à quimioterapia.
 
"Nosso estudo abre caminho para o desenvolvimento de novos testes que determinem se a quimioterapia funcionará nestes casos e sugere que os fármacos dirigidos ao gene FGF1 poderiam ser efetivos para um grupo de mulheres com um tipo de câncer de ovário que atualmente é muito difícil de tratar", explicou Gillian.
 
Fonte Estadão

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