Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



terça-feira, 3 de setembro de 2013

Família espera 14 horas por exame no IML

 Foto: Claudinho Coradini/JP
A família de uma mulher vítima de morte violenta teve que esperar 14 horas para a realização de exame necroscópico no IML (Instituto Médico Legal) de Piracicaba. Isso porque, os trabalhos deixaram de ser realizados durante a noite.
 
A determinação, do próprio IML, ocorreu há mais de um ano. O legista plantonista João Miguel disse que dois equipamentos de iluminação especial, chamados de "focos", estão quebrados há sete meses, dificultando ainda mais as análises necessárias.
 
Um amigo da família da vítima, o médico João Orlando Pavão, diretor jurídico da Fehosp (Federação das Santas Casas do Estado de São Paulo) e vice-provedor da Santa Casa de Piracicaba, procurou inicialmente um agente funerário e em seguida a funcionária responsável pelo IML.
 
"O diretor do IML estava fora da cidade e o plantonista em Campinas. Disse que atenderia somente no dia seguinte. Inclusive me pediu para orientar a família a não fazer o velório à noite, devido à possibilidade de assaltos. Jamais poderia fazer uma orientação dessa natureza", relatou.
 
Pavão se sensibilizou com a vítima, que era irmã de uma funcionária da Santa Casa. Os familiares estavam bastante abalados com a morte.
 
"Era uma situação de muita comoção da família. Estavam muito chocados com essa tragédia repentina que afetou a todos. Resta saber se os plantões pagos pelo Estado devem ser mesmo realizados somente no período diurno. É desumano com a família esperar tanto tempo."
 
Ainda de acordo com Pavão, ele também tentou contato com o diretor do IML local, que estava em São Paulo devido à problemas de saúde em família. "O responsável informou por telefone que só o plantonista poderia decidir pela autópsia na noite de ontem", declarou.
 
O legista plantonista João Miguel comentou que as perícias deixaram de ser realizadas há mais de um ano na cidade. "Sem a iluminação específica os trabalhos ficam comprometidos. É o caso de algumas análises de tatuagem - quando o tiro é disparado à curta distância e deixa uma marca. A constatação pela luz do dia é muito melhor nesse tipo de trabalho", afirmou.
 
A ausência do funcionamento noturno foi determinada pelo próprio IML local. "Estamos seguindo algumas orientações feitas pela própria Academia de Polícia", disse o legista.
 
Jornal de Piracicaba

Nenhum comentário:

Postar um comentário