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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Padrão de sono saudável dita a qualidade de vida

Dormir bem garante o pleno desenvolvimento do corpo e a saúde em geral.

Dormir é gostoso e não há quem discorde – uns preferem tirar uma soneca a mais e outros dormem um pouco menos, cada um no seu limite e atendendo às suas necessidades. O sono é fundamental para a maturação, desenvolvimento e manutenção do organismo, sem contar que é preciso dormir para que o cérebro se desenvolva normalmente. “Os processos de aprendizado e de memória também estão relacionados com a qualidade e a quantidade de sono”, destaca o ortopedista facial Gerson Köhler, membro do Grupo de Estudos Interdisciplinares em Distúrbios Respiratórios do Sono da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

O especialista explica que durante o sono acontece a liberação de hormônios, que fazem parte dos processos fisiológicos do corpo. Quando o indivíduo não dorme o suficiente, acaba prejudicando a sua saúde. A correria do cotidiano e os horários apertados de trabalho e estudo reduzem o tempo destinado para o descanso. “As pessoas estão dormindo cada vez menos, acordam mais cedo e dormem mais tarde. O resultado é um acúmulo de cansaço, sono e a perda da qualidade de vida”, ressalta Köhler, que atua de maneira multidisciplinar em distúrbios obstrutivos do sono, tais como ronco e apneia.

Ronco é indicativo de problemas
Estimativas apontam que pelos menos 43% dos brasileiros sofrem com algum distúrbio do sono. Existem mais de 70 tipos diferentes de distúrbios que afetam as noites de muitas pessoas. Mesmo com o avanço da tecnologia, o diagnóstico sempre acaba sendo tardio, já que poucos procuram efetivamente ajuda médica para resolver o problema. “É difícil quem relacione as noites em claro – ou o ronco – a uma doença. As preocupações e o estresse sempre são os primeiros culpados de maneira isolada, mas quando o problema se agrava o paciente se dá conta que é preciso consultar um especialista”, afirma.

A apnéia é considerada o distúrbio do sono mais severo e é caracterizada pela cessação da respiração. Estas pausas podem se repertir várias vezes a cada hora de sono e trazer sérias consequências para o organismo e a saúde em geral. “A apnéia é causada pela obstrução da faringe e a interrupção da respiração provoca uma redução na oxigenação do cérebro, podendo ser potencialmente perigosa – inclusive com riscos à vida - se não for tratada a tempo”, alerta Juarez Köhler, especialista – assim como o irmão – em ortopedia facial e membro da Sociedade Brasileira de Sono.

Existem várias consequências que os distúrbios do sono provocam na saúde. Obesidade, diabetes, problemas cardiovasculares, ansiedade, dificuldades de concentração e cognitivas, dores de cabeça, depressão e fadiga crônica estão entre os males causados pelo sono ruim. “O sonorepresenta aquele um terço de nossas vidas que pode, ou não, garantir a qualidade de vida dos outros dois terços, que correspondem ao período que estamos acordados”, enfatiza Juarez Köhler.

Três formas principais para tratar o problema
Os distúrbios do sono podem ser tratados a partir de diferentes metodologias e estratégias. O tratamento deve ser interdisciplinar, com o acompanhamento de vários especialistas da área da saúde.

“Existem basicamente três formas para tratar estes distúrbios. A primeira é por meio de cirurgia, a segunda pelo uso do CPAP – uma espécie de compressor que injeta ar por pressão positiva pelo nariz -, e a terceira é pelo uso de um dispositivo intrabucal, que projeta a língua para frente e abre a região da orofaringe que estava obstruída”, aponta Gerson Köhler.

De acordo com os especialistas, atualmente estão sendo indicados exercícios que normalizam o tônus muscular da base da língua e da musculatura da faringe. “Não existe bem estar e qualidade de vida sem um sono correto e saudável, que atinja níveis profundos de descanso e relaxamento. Por isso é imprescindível dar mais atenção as noites mal dormidas”, acrescentam.

Fonte O que eu tenho

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