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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Exame de sangue detecta risco de rejeição após transplante de órgãos

Tecnologia monitora marcador liberado na corrente sanguínea por células do órgão transplantado que estão morrendo
 
Um exame de sangue capaz de detectar lesões precoces em órgãos transplantados pode permitir uma intervenção terapêutica mais oportuna em pacientes que receberam transplantes e, assim, ajudar a evitar mais danos.
 
O novo método, criado por pesquisadores da University Medical Center Göttingen, na Alemanha, usa a tecnologia Droplet Digital PCR (ddPCR?) para superar os obstáculos de testes anteriores, que eram tanto demorado quanto dispendiosos.
 
Pacientes de transplante são frequentemente sujeitos a rejeição de órgãos: a rejeição aguda de transplantes de fígado nos três anos seguintes é de quase 22%, enquanto o risco de rejeição de coração e pulmão é de cerca de 50%. Além disso, quase a metade de todos os transplantes de rins falha dentro de 10 anos.
 
DNA livre de células derivado do enxerto (GcfDNA) na circulação dos receptores de transplante é um biomarcador potencial de rejeição. No entanto, as tentativas anteriores para determinar GcfDNA, que requerem o sequenciamento paralelo do DNA do doador e do receptor, são caros e requerem um tempo longo de recuperação.
 
A equipe, então, desenvolveu um novo método na tentativa de solucionar estes inconvenientes.
 
Os pesquisadores aplicaram a tecnologia ddPCR? para quantificar o cfDNA em pacientes recentes de transplante hepático e em pacientes estáveis submetidos a um procedimento de transplante há mais de seis meses antes.
 
A tecnologia ddPCR lhes permitiu desenvolver um teste de laboratório de baixo custo e rápido, que detecta cfDNA sendo liberado na corrente sanguínea por células do órgão transplantado que estão morrendo.
 
"GcfDNA de células do enxerto que estão morrendo é o indicador mais direto e sensível da rejeição de órgãos e precisávamos de um instrumento que pudesse medir isso.DdPCR acrescentou um nível adicional de confiabilidade e precisão ao tradicional PCR", afirma o autor sênior do estudo Ekkehard Schuetz.
 
A equipe acredita que, agora, será capaz de detectar a rejeição subclínica e realizar a intervenção precoce capaz de evitar uma rejeição total. Este teste pode ser útil para personalizar imunossupressão e para melhorar os resultados a longo prazo", destacam os autores.
 
isaude.net

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