Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Portugal: Homens procuram cada vez mais cuidados de cirurgia estética

Ao longo de mais de vinte anos, tantos quantos os que Serafim Ribeirinho já tem de carreira, muito mudou na área da cirurgia estética e reconstrutiva. No que à estética diz respeito, o que era uma área praticamente dominada pelo desejo de mudança no feminino, tornou-se hoje um espaço onde os homens têm cada vez mais protagonismo.
 
Começou a trabalhar quando os transplantes de cara eram coisa do futuro e até uma simples lipoaspiração mas parecia saída de um filme de ficção científica. Nos longínquos anos 80, os mesmos que deram a Serafim Ribeirinho o título de cirurgião plástico, qualquer pequena intervenção obrigava a internamentos de meses. Trinta anos passados desde que pegou pela primeira vez no bisturi, muita coisa mudou. Como a atenção dada pelas mulheres à vagina.

Segundo dados do Serviço Nacional de saúde britânico, nos últimos dez anos a redução dos lábios vaginais tornou-se uma intervenção cinco vezes mais frequente. Uma tendência que se verifica também por cá. «A cirurgia do órgão genital é muito procurada», confirma, em entrevista ao Destak, o cirurgião. «Antes ninguém fazia ou falava nisso. Agora, é possível ter a vagina mais perfeita, com grande facilidade.»

Se há coisas que nunca mudam, como o desejo, partilhado por tantas mulheres, de ter um peito maior e de perder o inestético pneu, que são, de resto, os pedidos mais comuns no que à estética diz respeito, outras há que confirma que a tradição já não é o que era. «Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades», confirma o especialista. «Os homens procuram-nos cada vez mais e pedem para fazer depilações, não gostam das rugas, querem pôr cabelo, arranjar o nariz, tirar a papada, tudo intervenções que até não são assim tão complicadas.»

E embora continuem a ser elas a procurar mais a ajuda dos cirurgiões plásticos, a diferença é cada vez mais pequena. «Hoje, 20 a 30% das pessoas que opero são homens, que também gostam de ter um corpo perfeito», confirma o médico.

Crise a quanto obrigas
«Para mim, uma das grandes revoluções na área da cirurgia reconstrutiva foi a descoberta da forma como o sangue circula na pele, o que permitiu passar a cortá-la sem que ela morresse», recorda o cirurgião. E aproveita ainda para destacar a lipoaspiração, ou seja, a descoberta de que era possível retirar a gordura, como um dos grandes marcos na área da estética.

Ao lado das mudanças, que prometem continuar, está a preocupação com os perigos de uma crise que não poupa os cuidados médicos. «Muitos são os que gostariam de fazer uma intervenção e não têm dinheiro. Até há pouco tempo os bancos financiavam, mas agora isso já acabou», refere Serafim Ribeirinho, que admite ter baixado os preços praticados na sua clínica. E os cortes não se devem ficar apenas pela área estética. «Ao nível da reconstrução isso vai ser, infelizmente, uma realidade. Todos vamos ter que assumir a crise e muitas pessoas vão ter que ser elas a pagar as intervenções

E confirma os «traumas terríveis» que muitos têm, resultado de imperfeições que podem parecer apenas um mal menor. «Não podemos dizer a alguém que só porque tem um nariz menos direito que isso não é importante. Todos temos os nosso problemas e temos direito a resolvê-los. E é isso que é a definição de saúde...».

Fonte Destak

Nenhum comentário:

Postar um comentário