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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Congresso Internacional: “Pacientes são recursos mal utilizados”, diz diretor da Harvard Medical School

De acordo com o Charles Safran mais do que desenvolver tecnologias, é preciso pensar em como esses recursos podem ajudar um dos principais atores desse diagrama: o paciente

Quando o assunto diz respeito ao uso dos sistemas de informação na saúde é importante considerar um dos principais atores desse diagrama: o paciente. É o que acredita o diretor da Harvard Medical School, Charles Safran. “Os pacientes são recursos mal utilizados na assistência médica. É preciso oferecer ferramentas para que possam participar melhor dos processos”.

De acordo com Safran, onde quer que estejamos, há a presença universal da tecnologia da informação. “É um erro pensar que os comportamentos de saúde ocorrem apenas em ambientes clínicos. Eles estão em todos os lugares”.

Em sua participação no Congresso Internacional eSaúde & PEP 2011, realizada, nesta segunda-feira (05), no Royal Palm Plaza Resort, em Campinas, ele explicou que os PEPs (Prontuário Eletrônico de Pacientes) existem há uma década e ainda precisam de ajustes.

Ele conta que a National Library of Medicine criou um sistema PEP para oferecer aos cidadãos a possibilidade de cadastrar todos os seus dados. “Esse é um tipo de coisa que os pacientes não gostam muito. Ninguém quer ficar digitando esses dados”.

Por outro lado, o porta voz do Harvard Hospital conta que foi desenvolvido um portal do paciente, que alcançou uma receptividade positiva perante o público. “É uma boa possibilidade de integração com os clínicos”, conta.

Segundo ele, os pacientes ficaram animados com o acesso aos registros pessoais de saúde. “Eles gostam desse acesso, dizem que se sentem mais a vontade comunicando-se pela web do que pelo telefone”.


Computação em nuvem

Safran também chamou atenção para a computação em nuvem. “Uma das questões importantes para esse tipo de tecnologia é que vai ser tornar mais grave quando migrarmos da internet para a nuvem”.

De acordo com ele, descobriu-se que não há consenso algum em quem decide a segurança da informação. “Quando temos um registro em um sistema e perdemos a senha existe uma empresa responsável que pode enviar uma nova senha. Na nuvem não existe uma companhia para administrar”.

Além disso, ele ressalta que falta integração de dados e sistemas. E chama atenção para o fato de que estamos criando uma torre de babel de armazenamento de dados que não conversam.

Ele encerra ao dizer que preciso olhar para o que os nossos filhos estão fazendo e prestar atenção em como eles utilizam a tecnologia, pois o futuro está próximo.

Fonte SaudeWeb

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