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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Mortes por malária baixam na África, mas persistem na América Latina

Ao contrário do que se pensa, as taxas de infecção da doença na África estão mais baixas - Joseph Okanga/ReutersEstima-se que, anualmente, cerca de 2,85 bilhões de pessoas correm risco de serem infectadas por uma variante da que se mantém estável no continente americano

Especialistas advertiram nesta última segunda-feira, 5, que apesar da diminuição das mortes por malária na África é preciso seguir com a luta para erradicar a doença, já que a variante "Plasmodium vivax" se mantém estável em partes da Ásia e da América Latina.

Uma equipe de especialistas da Universidade de Oxford, liderada pelo professor Peter Gethington, elaborou um mapa no qual mostra o impacto desta variante, que não é considerada tão mortal como a "Plasmodium falciparum" - o parasita predominante na África -, mas é a mais comum no mundo.

O Projeto Atlas da Malária (MAP, na sigla em inglês) foi apresentado nesta segunda durante a reunião anual da Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene (ASTMH), realizada nos Estados Unidos, e será publicado na edição de dezembro do "American Journal of Tropical Medicine and Hygiene".

Calcula-se que anualmente cerca de 2,85 bilhões de pessoas correm risco de serem infectadas por esta variante.

A Índia é um dos pontos de concentração da ameaça, incluindo zonas urbanas como Mumbai, o que segundo os especialistas desmitifica a tese de que a malária atinge apenas as zonas rurais.

Na América Latina, a maior preocupação é com uma área muito extensa, embora pouco povoada, da Amazônia Norte, afetando sobretudo o Brasil. No entanto, o ponto de acesso também inclui regiões de Peru, Colômbia e Venezuela.

Na América Central, quase toda a Nicarágua é um ponto de acesso à malária vivax, assim como partes de Honduras e Guatemala.

Pelo contrário, na África as taxas de infecção parecem estar "muito, muito baixas" na maior parte do continente. No entanto, o mapa indica um nível "moderado mas estável" em algumas regiões do Chifre da África e em Madagascar.

Durante a reunião foram apresentados ainda estudos apontando que os tratamentos existentes para a malária vivax são "inadequados" e "potencialmente tóxicos" para milhares de pessoas.

É hora de dar mais um passo na "luta contra a malária vivax e deixar de olhar para esta forma da doença como relativamente leve e tolerável", assinalou em comunicado o doutor Peter Hotez, especialista em doenças infecciosas e presidente da ASTMH.

Fonte Estadão

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