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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Eli Lilly, Lundbeck e Genzyme são processadas por ações contra genéricos

Secretaria de Direito Econômico abriu processo contra as empresas por suspeita de concorrência desleal

A Secretaria de Direito Econômico (SDE) abriu processo contra as farmacêuticas Eli Lilly, Lundbeck e Genzyme, por suspeita de concorrência desleal. O anúncio saiu neste último sábado no Diário Oficial da União.

Nos últimos anos, as três empresas questionaram, na Justiça e no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), o lançamento de versões genéricas de medicamentos que produziam. Algo que, na avaliação da SDE, sugere estratégia para afastar a concorrência.

De acordo com o secretário de Direito Econômico, Vinícius Marques de Carvalho, a averiguação preliminar mostrou haver indícios robustos de que as empresas abusam do direito de peticionar apenas para manter o monopólio”.

Um dos processos investigará as discussões judiciais da Eli Lilly sobre o Gemzar, usado para câncer. Outro analisará o debate da Lundbeck sobre seu remédio para depressão, o Lexapro. O terceiro avaliará a Genzyme e seus argumentos em torno de um medicamento para insuficiência renal, o Renagel. As empresas informaram que vão se pronunciar oportunamente.

De acordo com reportagem do Estado de São Paulo, o bjetivo da SDE é passar um pente-fino e identificar estratégias de empresas para postergar ao máximo a entrada de remédios concorrentes no mercado. Estes três processos são o início dessa política. Outros oito casos semelhantes estão em fase de averiguação.

Além disso, um inquérito do setor começou a ser feito para que o máximo de informações sobre patentes de remédios e mercado de genéricos sejam reunido. Esse material, que deve ficar pronto nos próximos meses, servirá para subsidiar análises de técnicos.

Apesar do monopólio, a Eli Lilly não tem a patente do Gemzar. O pedido foi negado pelo Inpi, algo que a empresa também contesta na Justiça. A discussão se arrasta há oito anos. Seis processos já foram abertos até agora.

Barreiras
Ainda de acordo com o Estado de S. Paulo, o mesmo ocorre com Lexapro e o Renagel. As empresas não têm a patente, mas tentam reforçar barreiras para que genéricos sejam vendidos. No caso do Lexapro, a empresa contesta o fato de fabricantes de genéricos usarem dossiês com informações sobre o remédio, sob a justificativa de que as informações teriam de ser confidenciais. No caso do Renagel, a Genzyme exige que versões genéricas apresentem estudos sobre a absorção da substância ativa no organismo. “Mas isso não tem como ser feito, porque o remédio é excretado depois de agir no intestino.”

Os pedidos de investigação estão no SDE desde 2007. Segundo o secretário, os pedidos têm grande impacto. Para idosos, remédios representam até 60% do orçamento. E o governo é um dos maiores compradores desses medicamentos.

O impacto para as contas públicas com o aumento da concorrência e a consequente redução de preços é evidente. No caso do Gemzar, quando não havia concorrência, o preço para aquisição do produto, em licitação, chegou a R$ 589. Quando uma liminar foi derrubada e outros entraram na disputa, o preço baixou para R$ 189. O Lexapro, por sua vez, custa cerca de R$ 166, bem mais dos que os R$ 84 cobrados pela caixa do genérico.

Fonte SaudeWeb

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