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terça-feira, 16 de abril de 2013

Veja novos tratamentos apresentados em congresso americano de dermatologia

Vários tratamentos estéticos que foram destaque no último encontro da Academia Americana de Dermatologia, nos EUA, já estão com previsão de chegada ao Brasil. Conheça as novidades em funilaria e pintura para corpo e rosto:

Injeção
O uso do desoxicolato de sódio em injeções para dissolver gordura localizada está proibido pela Anvisa, mas novas pesquisas podem reabilitar a substância para tratamentos estéticos. O alvo da vez é a gordura submandibular, mais conhecida por papada ou queixo duplo.

De acordo com a dermatologista Patrícia Rittes, pioneira nos trabalhos científicos sobre a droga, os estudos sobre esse uso da substância estão avançados, e a fórmula para acabar com a gordura sob o queixo está a ponto de ser liberada pela FDA, agência reguladora de medicamentos nos Estados Unidos.

Os testes já estão na fase 3 (última etapa antes da aprovação) e mostraram que a fórmula causa uma espécie de esticamento da pele e produção de colágeno novo 28 dias após a aplicação, segundo Rittes. "Os resultados foram semelhantes aos de uma lipoaspiração", afirma o dermatologista Adilson Costa.

Status: Aguarda aprovação

Lava-rápido
Novidade no tratamento da acne, o Acleara usa ondas de luz e uma tecnologia para limpeza de pele a vácuo. O aparelho é uma alternativa para quem não pode usar remédios antiacne, como grávidas. A sucção criada pelo vácuo extrai cravos, sebo e bactérias acumuladas sob a pele, enquanto os disparos de luz têm efeito secativo e bactericida, evitando as inflamações que causam as espinhas.

As sessões, que custam entre R$ 200 e R$ 500, são rápidas: segundo o fabricante do aparelho, dá para tratar o rosto todo em cerca de 15 minutos.

O tratamento completo é feito com, em média, sete sessões e costuma ser bem tolerado. "Porém, em pessoas com grande predisposição a melasma [mancha amarronzada], devemos ser cuidadosos com terapias à base de luz, que podem acentuar o problema", diz o dermatologista Davi de Lacerda.

Status: Chega em junho ao Brasil

Recauchutagem
Liberado pela Anvisa no início do mês passado, o Maximus é usado contra a flacidez do rosto e do corpo. Age por meio de duas tecnologias associadas: a radiofrequência, que aquece camadas profundas da pele, diluindo acúmulos de gordura, e a TriLipo DMA, que faz os músculos se contraírem e estimula a retração das fibras de colágeno, que dão firmeza à pele.

"O paciente sente uma leve sensação de choque por causa do estímulo muscular", conta a dermatologista Mônica Aribi. São necessárias seis sessões, uma por semana, ao custo de R$ 350 reais cada. Não são conhecidos efeitos colaterais importantes.

Status: Já tem no Brasil
 
Desodorização
Já testado por alguns anos nos Estados Unidos, o Miradry é um aparelho para tratar hiperidrose (suor excessivo e incontrolável) de forma não invasiva -as técnicas até agora disponíveis no Brasil para combater esse problema são cirurgia torácica, injeção de botox ou remédios. A nova máquina destrói as glândulas sudoríparas por meio de micro-ondas. "O resultado é definitivo, foi isso que apontaram estudos com pacientes tratados já há cinco anos", diz a dermatologista Mônica Aribi. O dermatologista Davi de Lacerda não endossa: "A duração do efeito ainda precisa ser acompanhada por mais tempo para que se possa dizer que é definitivo".

O tratamento é feito com anestesia local. Alguns médicos dizem que basta uma sessão; outros, afirmam que são necessárias até três. O preço varia de R$ 5.000 a R$ 8.000 por sessão.

Status: Chega ao Brasil no segundo semestre

Acelerador
Um dos equipamentos que causou mais alvoroço entre os demartologistas reunidos no congresso foi o Picosure, novo removedor de tatuagens e sinais benignos a laser. Sua vantagem é que ele dispara pulsos de luz ultrarrápidos, tornando o tratamento menos demorado e mais eficaz.

"Com nosso laser mais moderno precisamos de dez sessões para conseguir remover uma tatuagem; esse aparelho faz o trabalho em cinco sessões e com um resultado melhor", compara a dermatologista Carolina Marçon.

O funcionamento do Picosure não é muito diferente dos aparelhos utilizados hoje: ele quebra o pigmento em partes menores, que podem ser absorvidas pela pele e eliminadas pelo sistema imunológico. O que muda é a velocidade, medida em picossegundos (unidade equivalente a um bilionésimo de segundo), e o poder de destruição. Como as partículas de tinta ficam mais fragmentadas, o organismo consegue eliminá-las com mais eficiência.

Em estudos conduzidos pelo próprio fabricante, o Picosure também se mostrou mais eficaz na remoção de tintas azuis e verdes, as mais complicadas de serem extraídas. O pior efeito colateral é a hipopigmentação -aparecimento de uma mancha branca que não pode ser retirada com outros tratamentos. "Na tentativa de destruir a tatuagem, às vezes o aparelho acaba destruindo também o pigmento da pele", diz Marçon. O problema é mais comum em peles negras. (JULIANA CUNHA)
Status: No Brasil só em 2014

Pneus
O Liposonix é um aparelho que usa a energia do ultrassom para destruir, por meio do calor, as células gordurosas. A tecnologia permite direcionar as ondas com grande precisão até a camada de gordura. "O calor não queima a pele superficialmente, e a gordura destruída é absorvida pelo organismo", diz Davi de Lacerda, dermatologista pelo Johns Hopkins Hospital.

Segundo o fabricante, dá para perder 2,5 cm de cintura em uma única sessão. "O resultado pode ser percebido entre dez e 12 semanas depois da aplicação", diz a dermatologista Mônica Aribi, preceptora da residência de dermatologia da Universidade de Mogi das Cruzes. O preço da sessão varia de R$ 3.000 a R$ 5.000. É preciso tomar um analgésico 40 minutos antes da aplicação, que costuma ser um pouco dolorosa. O tratamento é contraindicado para grávidas.

Status: Chega neste mês ao país
Editoria de Arte/Folhapress

Fonte Folhaonline

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