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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

AMIB e ABTO lança regras para preservação de órgãos

Segundo dados de 2010 do RBT do total de 6979 potenciais doadores, 18,3% foram perdidos durante a manutenção do paciente. Especialistas acreditam que é possível reduzir o percentual de perdas de órgãos em 50%

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) lança, pela primeira vez no País, as Diretrizes para manutenção de múltiplos órgãos no potencial doador falecido. O objetivo é uniformizar os cuidados prestados ao doador falecido para aumentar a qualidade e quantidade de transplantes no país e diminuir as perdas da preservação dos doadores durante a espera pela retirada dos órgãos.

Segundo dados de 2010 do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) do total de 6979 potenciais doadores de órgãos, 18,3% foram perdidos durante a manutenção do paciente com morte encefálica diagnosticada. Problemas na manutenção são a segunda maior causa da não efetivação de transplantes, ficando atrás somente não autorização familiar, com 25,8%.

A elaboração das Diretrizes é fruto da parceria entre AMIB e ABTO e contou com o trabalho de dezenas de médicos em sua redação. O resultado é um documento que concentra informações que vão favorecer a atuação dos médicos intensivistas e profissionais que atuam nas UTI brasileiras.

“Acreditamos que é possível reduzir o percentual de perdas de órgãos no processo de manutenção em 50%”, diz, em comunicado, o coordenador da campanha e um dos autores das Diretrizes, Fernando Machado.

O lançamento das Diretrizes faz parte da terceira edição da campanha nacional Orgulho de Ser Intensivista, iniciativa da AMIB e que este ano tem como tema principal “A Doação de Órgãos Começa na UTI”. O documento, em formato cartilha, está sendo distribuído nas UTI de todo o Brasil e está disponível no site da campanha.

A campanha da AMIB também desenvolveu materiais específicos para as famílias dos pacientes – um direcionado à família do potencial doador de órgãos, que é aquele que já teve o diagnóstico da morte encefálica, e outro para famílias que têm parentes internados na UTI, seja qual for o motivo.

Fonte SaudeWeb

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