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terça-feira, 31 de julho de 2012

Mães de São Paulo são convocadas para doarem leite durante o inverno

Bancos de leite estaduais têm redução de doadoras nos meses de férias escolares e com o clima mais frio

Em meio às comemorações ao Dia Mundial de Aleitamento Materno, no dia 1º de agosto, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo convoca as mães paulistas para doem leite às maternidades e Bancos de Leite estaduais. Durante os períodos de férias e inverno há uma grande queda no número de doadoras de leite.

Em algumas unidades, durante o período de férias a queda é de até 55% em relação aos demais meses do ano. Já durante o inverno o número de doações diminui em cerca de 10%.

O objetivo dos bancos de leite estaduais é garantir o aleitamento materno a todos os recém-nascidos, incluindo os internados em unidades neonatais e filhos de mães impossibilitadas de amamentar. São os bancos que armazenam o leite de doadoras, fazem a coleta e ensinam sobre a importância da amamentação.

Segundo Renata Oliveira Giesta, responsável pelo banco de leite da maternidade estadual Leonor Mendes de Barros, unidade da Secretaria na zona leste da capital paulista, é muito importante que a criança seja alimentada com o leite humano.

Renata Oliveira Giesta, responsável pelo banco de leite da maternidade estadual Leonor Mendes de Barros, explica:

— O leite materno contém determinados elementos que o leite de outros mamíferos não consegue incorporar, como anticorpos e glóbulos brancos, principalmente para bebês com pesos abaixo do normal. Por isso é muito importante que as mães façam as doações aos bancos de leite.

Pode ser doadora toda mulher que estiver amamentando seu filho e tiver sobra do alimento. Deve-se procurar o banco de leite mais próximo de sua residência. As doadoras precisam estar saudáveis e não podem estar consumindo medicamentos.

Muitos bancos de leite oferecem serviço de busca em domicílio, e para isso, prestam às mães orientação de ordenha e armazenamento do leite.

A lista completa dos bancos de leite pode ser consultada no site http://www.redeblh.fiocruz.br, por meio do link “Encontre o BLH mais próximo de você”.

 
Confira, a seguir, alguns mitos e verdades sobre o aleitamento materno:

• Algumas mães não têm leite.
Mito. Toda mulher, após o nascimento da criança, produz leite por meio da sucção. Quanto mais o bebê sugar, mais leite será produzido. Beber bastante água é fundamental durante a lactação. Se a mãe produz pouco leite, pode aumentar a frequência das mamadas, ou seja, diminuir os intervalos entre elas.

• É preciso preparar a mama durante a gestação, para que a mulher consiga amamentar corretamente.
Mito.Não é necessário massagear os mamilos, esfregar com bucha vegetal, e muito menos passar cremes ou pomadas. No máximo, a gestante pode tomar banho de sol ou de luz (de 40v) para auxiliar na produção de melanina. Não se deve estimular o bico durante a gestação, pois qualquer estímulo pode acelerar o trabalho de parto prematuro.

• Compressa de água quente ajuda na produção do leite materno.
Verdade. Colocar compressas quentes nas mamas ajuda, sim, a produzir mais leite. Mas só são indicadas quando a produção é baixa. Do contrário, pode causar ingurgitamento mamário (empedramento).

• Os bebês precisam mamar em um peito só por vez.
Verdade. O leite materno tem três fases. A primeira (logo no começo da mamada) é basicamente água. Na segunda fase, o leite é rico em eletrólitos, vitaminas e sais minerais. E na terceira fase é que estão as gorduras e os carboidratos, por isso é importante que o bebê mame em um peito só por vez, para que consiga ingerir o leite mais calórico, que vem no final da mamada. Após três horas, ou quando a criança pedir oferece-se a outra mama. Nesse intervalo, o organismo produz leite nas duas mamas, e é esse leite que sobra que deve ser doado, senão empedra e a mãe sente muita dor.

Fonte R7

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