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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Gordura na barriga aumenta risco de osteoporose em homens

Gordura na barriga aumenta risco de osteoporose em homens Brian Russel/Deposit Photos
Osteoporose também é coisa de homem
Força dos ossos pode ser comprometida por causa dos quilos a mais
 
A gordura da barriga, localizada da cavidade abdominal, tem sido associada com doenças como diabetes tipo 2, doença cardíaca e até morte precoce. Agora, um novo estudo mostra que a gordura abdominal também pode ser um fator de risco para a osteoporose, pelo menos para os homens.
 
Pesquisadores de Harvard encontraram uma associação entre a maior quantidade de gordura da barriga e a diminuição da força óssea em homens, de acordo com um estudo apresentado na reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte. Pesquisas anteriores também já haviam chamado atenção para uma associação entre a gordura da barriga e a diminuição da densidade mineral óssea em mulheres.
 
— É importante para o homem estar ciente de que o excesso de gordura da barriga não é apenas um fator de risco para doenças cardíacas e diabetes, também é um fator de risco para a perda óssea — afirma o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti.
 
O estudo incluiu 35 homens com idade média de 34 anos. O IMC médio foi de 36,5. Os participantes do estudo foram submetidos a tomografia computadorizada de abdômen e coxas, de modo que os pesquisadores puderam ver a quantidade de gordura e massa muscular que eles tinham. A resistência óssea e o risco de fratura dos ossos foram também calculados por análise de elemento finito, técnica utilizada para calcular o ponto onde outros materiais (tais como os de pontes, etc.) podem quebrar ou dobrar.
 
Os pesquisadores descobriram que nem o IMC e nem a idade tiveram qualquer efeito sobre testes de força dos ossos, mas a quantidade de gordura da barriga fez diferença: com mais gordura na barriga, um homem obtém uma menor pontuação em medidas de força dos ossos. Os pesquisadores também encontraram uma associação entre ter mais massa muscular e o aumento da resistência óssea.
 
Outros estudos também têm sugerido uma ligação entre a gordura e a saúde dos ossos. Um estudo de 2007, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, mostra que pessoas com gordura corporal elevada têm ossos mais fracos em comparação com pessoas com quantidades normais de gordura. O estudo também mostrou que tanto aqueles com valores de gordura mais elevados e os que apresentavam um índice normal de gordura corporal tinham resistência óssea semelhante. Inicialmente, os pesquisadores esperavam que as pessoas com mais gordura corporal teriam maior força óssea.
 
Da mesma forma, outro estudo de 2007, publicado no the Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, mostrou que o aumento de gordura corporal está relacionada com menor massa óssea. Os pesquisadores revelaram que o pensamento anterior de que a obesidade pode realmente aumentar a massa óssea, servindo, assim, como um fator de proteção contra a osteoporose, é falho, pois não leva em conta o quanto o peso de uma pessoa pode influir sobre a sua massa óssea.
 
Osteoporose também é coisa de homem
Nas mulheres, a osteoporose é diagnosticada bem mais cedo do que em relação aos homens. Geralmente, elas ficam sabendo da doença quando entram na menopausa. Já os homens são mais acometidos por volta dos 65 anos, quando a doença atinge um em cada oito. Neles, a osteoporose está associada a inflamações crônicas e distúrbios renais.
 
— Por isso, uma das pistas para investigar se o esqueleto masculino está perdendo massa óssea é saber se o paciente sofre de artrite reumatoide — explica Bontempi.
 
O acompanhamento médico apropriado seria o suficiente para impedir o aparecimento e a evolução da osteoporose, mas os homens não têm o costume de fazer exames preventivos. O exame básico para diagnóstico e controle da osteoporose é a densitometria óssea.
 
— O procedimento é rápido e simples, além de conseguir detectar níveis iniciais da doença, permite verificar a perda de massa óssea e determinar os riscos de fratura nos ossos comprometidos — observa o especialista.
 
Em geral, costuma-se pedir a primeira densitometria óssea quando a mulher completa 40 anos, para observação de massa óssea e/ou para fazer o diagnóstico precoce da doença. Para os homens, a recomendação é fazer o exame, logo após completarem 65 anos.
 
Zero Hora

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