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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Marca de nascença transforma indiano em pária

Indiano com marca de nascença
Indiano vive com mãe e irmã em cidade da Índia
Trabalhador sofre humilhações diárias em sua cidade

O indiano Mohammad Hussain, 44 anos, nasceu com uma marca de nascença que tem crescido constantemente do lado direito do seu rosto e peito e o impede de ter uma vida normal.

Nascido na cidade de Srinagar, Hussain nunca se casou e entrenta diariamente o repúdio dos habitantes de sua cidade, que fogem dele cobrindo o rosto, temendo que a sua doença seja contagiosa, e chegam até a cuspir na sua cara. Ele diz nunca ter sentido rejeição enquanto era criança.

- Eu nunca percebi o quão feio eu era quando eu era mais jovem. Minha família e amigos íntimos nunca me fizeram sentir diferente. Foi só quando comecei a trabalhar que eu comecei a me sentir muito mal com a minha aparência.

Sua família era pobre demais para pagar um tratamento para ele quando criança. Assim que atingiu idade para trabalhar, procurou trabalho até conseguir um emprego em um escritório de relações públicas.

Quando Hussain conseguiu dinheiro suficiente, encontrou um médico que disse que ele sofria de hemangioma, um tumor benigno cheio de vasos sanguíneos anormais.

- No começo me disseram que a minha condição era operável, o médico me deu esperança. Mas na última hora decidiram não realizar a operação porque o equipamento não era avançado o suficiente e os médicos não conseguiriam controlar o sangramento.

Todos os dias ele limpa duas vezes seu tumor com toalhas antibacterianas e durante o inverno, quando sua pele resseca, aumentam as suas chances de contrair uma infecção.

O Dr. Milton Waner, cirurgião plástico e diretor do Instituto Vascular Birthmark, em Nova York, não concorda com o diagnóstico anterior.

- Não é um hemangioma. O termo correto é mancha Vinho do Porto com hipertrofia dos tecidos moles. Mohammad precisará de várias cirurgias e há muitas pessoas que sabem como tratar estas manchas, mas muito poucas que sabem lidar com a hipertrofia do tecido mole. Se não for tratada, a sua condição, embora remediável, irá piorar.

Mohammad agora vive com sua mãe, Zoona, 55, e a irmã, Muzamil Hamid, 21. Seu pai morreu em 2008. Ninguém mais na sua família sofre da mesma condição. A última esperança de Hussain é encontrar um médico que o trate.

- Muitas vezes eu vejo pessoas como eu em websites que foram tratadas com sucesso. Elas me me permitem sonhar que um dia eu possa ser como elas.

As informações são do jornal The Sun.

Fonte R7

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