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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Lesão na medula espinhal

Anatomia da espinha
Definição
A medula espinhal contém os nervos que transportam mensagens entre seu cérebro e o corpo. A medula passa através do pescoço e pelas costas. Uma lesão na medula espinhal é muito grave porque pode causar perda de movimento (paralisia) abaixo do local da lesão.
 
A coluna vertebral fornece suporte estrutural para o tronco e arredores e protege a medula espinhal. Também fornece pontos de fixação para os músculos das costas e para as costelas.
 
Os discos vertebrais servem como amortecedores durante atividades como caminhar, correr e saltar. Também permitem que a espinha seja flexionada e se estendida.
 
A coluna vertebral é dividida em diversas seções. As vértebras cervicais compõem o pescoço. As vértebras torácicas compõem a seção do peito e têm as costelas conectadas. As vértebras lombares são as vértebras restantes abaixo do último osso torácico e a parte superior do sacro. As vértebras do sacro são cercadas pelos ossos da pélvis e o cóccix representa a vértebra terminal ou cauda vestigial.
 
O sistema nervoso central é formado pelo cérebro e pela medula espinhal. O cérebro funciona para receber impulsos nervosos da medula espinhal e nervos cranianos. A medula espinhal contém os nervos que transportam mensagens entre o cérebro e o corpo.


Uma lesão na medula espinhal pode ocorrer quando há danos às células dentro da medula ou quando os tratos de nervos que correm para cima e para baixo na medula são lesionados.
 
Coluna vertebral
Considerações
Quando alguém sofre uma lesão na coluna vertebral, um movimento adicional pode prejudicar ainda mais os nervos na medula e pode às vezes significar a diferença entre vida e morte.
 
Uma lesão grave na medula espinhal normalmente causa perda de sensibilidade e paralisia, perda de movimento e do controle voluntário sobre os músculos do corpo. O dano na medula espinhal também causa perda da função de reflexo abaixo do ponto da lesão, interrompendo funções corporais como respiração, controle intestinal e controle da bexiga.
 
No caso de uma lesão espinhal, atendimento médico imediato pode ajudar a minimizar mais danos à medula. Se achar que alguém tenha sofrido uma lesão na coluna vertebral, não movimente a pessoa lesionada nem mesmo um pouco, a menos que seja absolutamente necessário (por exemplo, se precisar retirar alguém de um automóvel em chamas). Se você não tem certeza se uma pessoa está com a coluna vertebral lesionada, suponha que ela esteja.

Lesão na medula espinhal
Causas
- Ferimento de bala ou por faca - Trauma direto no rosto, no pescoço, na cabeça, no peito ou nas costas (por exemplo, um acidente de automóvel)

- Acidente em mergulho

- Choque elétrico

- Contorção extrema da parte central do corpo

- Queda sobre a cabeça durante uma lesão esportiva

- Queda de uma grande altura

 
Sintomas
  • Cabeça mantida em posição incomum
  • Dormência ou formigamento que se espalha por um braço ou perna
  • Fraqueza
  • Dificuldade para caminhar
  • Paralisia (perda de movimento) de braços ou pernas
  • Falta de controle sobre a bexiga ou os intestinos
  • Choque (pele pálida, fria e úmida, lábios e unhas roxas ou azuladas, ação extremamente confusa e semiconsciente)
  • Falta de agilidade (inconsciência)
  • Pescoço rígido, dor de cabeça ou dor no pescoço
 
Primeiros socorros
1. O principal objetivo é manter a pessoa imóvel e segura até que chegue ajuda médica. Você ou alguém mais deve ligar para 192
 
2. Mantenha a cabeça e o pescoço da pessoa na posição na qual ela foi encontrada.
 
3. Não tente reposicionar o pescoço. Não permita que o pescoço seja curvado ou virado
 
4. Não permita que a pessoa se levante ou caminhe sem auxílio
 
 
Se a pessoa estiver impassível
1.Verifique a respiração e a circulação da pessoa. Se necessário, comece a respiração artificial e a reanimação cardiopulmonar
 
2.Não incline a cabeça para trás quando estiver tentando abrir as vias respiratórias. Em vez disso, coloque seus dedos na mandíbula em cada lado da cabeça. Eleve a mandíbula para a frente
 
 
Se você precisar rolar a pessoa
Não vire a pessoa a menos que ela esteja vomitando ou se engasgando com sangue, ou se você precisar verificar a respiração.
 
1. São necessárias duas pessoas
2. Uma pessoa deve se posicionar na cabeça da pessoa e a outra ao lado dela
3. Mantenha a cabeça, o pescoço e as costas da pessoa alinhados enquanto você a vira para um lado
 
Virada com duas pessoas - série
Procedimento, parte 1
Para virar uma pessoa ferida, são necessárias duas pessoas. Uma pessoa fica parada junto à cabeça e a outra, ao lado da vítima. A pessoa ao lado coloca uma mão no ombro da vítima e a outra na região da coxa. A pessoa junto à cabeça da vítima estabiliza a cabeça e o pescoço para que nenhum dos dois se curve, mova ou gire em qualquer direção.
 
Procedimento, parte 2
Com o movimento coordenado da equipe de resgate, a vítima é cuidadosamente virada de lado enquanto a cabeça e o pescoço são apoiados e mantidos alinhados. Prestar muita atenção ao atendimento de uma vítima ferida pode ajudar a evitar danos à medula espinhal.
 
O que não fazer:
 
 
- NÃO curve, gire ou levante a cabeça ou o corpo da pessoa
 
- NÃO tente mover a pessoa antes da ajuda médica chegar, a menos que seja absolutamente necessário
 
- NÃO remova o capacete se houver suspeita de uma lesão na coluna vertebral
 
Ligue imediatamente para o médico se:
Ligue para o número de emergência local (como 192) se tiver havido qualquer lesão que afete o pescoço ou a medula espinhal. Mantenha a pessoa absolutamente imóvel. A menos que haja um perigo urgente, mantenha a pessoa na posição em que foi encontrada.
 
Prevenção
  • Use cintos de segurança
  • Evite beber álcool e dirigir
  • Evite mergulhar em piscinas, lagos, rios e outros corpos d'água, especialmente se não puder determinar a profundidade da água ou se a água não for transparente
  • Evite motocicletas e veículos para todos os terrenos
  • Evite deter ou avançar em uma pessoa com sua cabeça
 
Referências
Hockberger RS, Kaji AH, Newton EJ. Spinal injuries. In: Marx J, ed. Rosen’s Emergency Medicine: Concepts and Clinical Practice. 6th ed. St Philadelphia, Pa: Mosby Elsevier; 2006:chap 40.
 
Hoyt DB, Coimbra R, Acosta J. Management of acute trauma. In: Townsend CM, Beauchamp RD, Evers BM, Mattox KL, eds. Sabiston Textbook of Surgery. 18th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007:chap 20.
 
DeLee JC, Drez, Jr., D, Miller MD, eds. DeLee and Drez’s Orthopaedic Sports Medicine. 2a. ed. Philadelphia, Pa: Saunders; 2003:798,837.

Fonte iG

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